quarta-feira, 17 de junho de 2009

Escândalo: Comissionamentos suspeitos de sindicalistas expõem relações perigosas

No dia 16 de janeiro de 2009, o secretário-geral e coordenador da comissão de negociação da CONTRAF-CUT, Marcel Juviano Barros, foi comissionado pelo BB, passando de caixa executivo para uma comissão equivalente a AP 6, o que significa receber um salário de R$ 7.600,00. No último mês, a diretora do sindicato dos bancários de São Paulo, Ana Paula Domeniconi, também teve a mesma ascensão meteórica na carreira, passando de caixa executivo a assessora sênior da Diretoria de Mercados e Capitais (DIMEC), com o mesmo salário de R$ 7.600,00. Marcel e Ana Paula são representantes dos funcionários do BB na mesa de negociação.
Esse fato é grave e deve ser explicado. O comissionamento que não leva em conta nenhum parâmetro pré-estabelecido. Marcel foi comissionado sem sequer trabalhar e Ana logo no primeiro dia em que voltou para a base. Ambos estão novamente liberados do trabalho para atividade sindical.
No entanto, ao atingir membros da comissão de negociação dos funcionários, expõem uma situação mais que inaceitável. Rompe com a independência dos negociadores, afinal os mesmos praticam uma verdadeira troca de favores e esta é sua expressão máxima. Explica-se porque durante o congresso dos funcionários, a Contraf-CUT foi contra a reposição das perdas salariais, a volta do antigo PCS e o fim da co-participação na CASSI.
Comissionamentos assim, de nada ajudam na construção de um Banco do Brasil público, envolvido no desenvolvimento do povo brasileiro, responsável socialmente e democrático. Pelo contrário, incentiva o já famigerado processo de camarilhas e processos injustos de comissionamentos.
Veja quem são eles
A comissão de empresa, da qual Marcel e Ana Paula fazem parte, é a responsável por negociar com o BB as matérias de interesse do funcionalismo.
Ana Paula é diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Marcel é secretário-geral da Contraf-CUT. Ambos são liberados do trabalho, por exercerem funções no movimento.
Seus cargos deveriam estar a serviço da categoria. No entanto, utilizaram seus postos para constantemente defenderem o Banco. Foi assim no plebiscito da CASSI e, principalmente, durante as campanhas salariais.
Parece que tiveram o reconhecimento merecido por parte do patrão. Reconhecimento que mancha para sempre suas atividades no sindicalismo.

Saída imediata dos envolvidos
da Comissão de Negociação

Não podemos aceitar que as pessoas que negociam o nosso salário estejam devendo favores para o banco. Por isso temos que exigir a destituição imediata de Marcel e Ana Paula da comissão de empresa e uma investigação feita pelo próprio movimento sobre a questão. A nova comissão de empresa deve ter os seus membros eleitos em assembléias dos funcionários.

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