Esse fato é grave e deve ser explicado. O comissionamento que não leva em conta nenhum parâmetro pré-estabelecido. Marcel foi comissionado sem sequer trabalhar e Ana logo no primeiro dia em que voltou para a base. Ambos estão novamente liberados do trabalho para atividade sindical.
No entanto, ao atingir membros da comissão de negociação dos funcionários, expõem uma situação mais que inaceitável. Rompe com a independência dos negociadores, afinal os mesmos praticam uma verdadeira troca de favores e esta é sua expressão máxima. Explica-se porque durante o congresso dos funcionários, a Contraf-CUT foi contra a reposição das perdas salariais, a volta do antigo PCS e o fim da co-participação na CASSI.
Comissionamentos assim, de nada ajudam na construção de um Banco do Brasil público, envolvido no desenvolvimento do povo brasileiro, responsável socialmente e democrático. Pelo contrário, incentiva o já famigerado processo de camarilhas e processos injustos de comissionamentos.
Ana Paula é diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Marcel é secretário-geral da Contraf-CUT. Ambos são liberados do trabalho, por exercerem funções no movimento.
Seus cargos deveriam estar a serviço da categoria. No entanto, utilizaram seus postos para constantemente defenderem o Banco. Foi assim no plebiscito da CASSI e, principalmente, durante as campanhas salariais.
Parece que tiveram o reconhecimento merecido por parte do patrão. Reconhecimento que mancha para sempre suas atividades no sindicalismo.
da Comissão de Negociação
Não podemos aceitar que as pessoas que negociam o nosso salário estejam devendo favores para o banco. Por isso temos que exigir a destituição imediata de Marcel e Ana Paula da comissão de empresa e uma investigação feita pelo próprio movimento sobre a questão. A nova comissão de empresa deve ter os seus membros eleitos em assembléias dos funcionários.

Nenhum comentário:
Postar um comentário