domingo, 7 de junho de 2009

Por um Sindicato a serviço da luta em prol de direitos e conquistas de todos bancários e bancárias!

Por um Sindicato a serviço da luta em prol de direitos e conquistas de todos bancários e bancárias!


*Ailton Claècio Lopes Dantas

Candidato a Presidente

CHAPA 02

AUTONOMIA, DEMOCRACIA E INDEPENDÊNCIA


É este o motivador que levou não apenas os 61 (sessenta e um) colegas que hoje compõem a nossa chapa, mas um conjunto de apoiadores e apoiadoras a, depois de 21 anos, apresentar uma alternativa para a direção de nosso sindicato.

Há quase DUAS DÉCADAS, a mesma coalizão política dirige o nosso sindicato. Alguns dos grupos originários que conquistaram o Sindicato em 1988 das mãos de um setor burocratizado do movimento, notadamente os setores mais críticos, foram sendo expurgados da direção do sindicato pelo atual grupo que dirige majoritariamente nosso sindicato.

E, depois de um bom tempo, paradoxalmente com a ascensão do governo Lula, o que poderia representar um avanço rumo a conquistas de diversos direitos retirados de nós por governos anteriores e o resgate de perdas históricas, a direção de nosso movimento sindical acomodou-se. Depois de difíceis anos de resistência na era FHC, acompanhamos nestes últimos anos a burocratização de setores que em períodos anteriores nos defendiam. E passaram agora para o outro lado. Fazem as vezes e a voz do patrão. Reverberam justificativas utilizadas por governos anteriores e mesmo por setores que antes todos nós combatíamos.

Os lucros dos bancos públicos têm ajudado sobremaneira na composição do superávit primário e pagamento de juros e serviços da dívida. Porém, o lucro alcançado não tem servido para corresponder ao trabalho e esforço de cada bancário (a), que continuamos com nosso poder de compra rebaixado, devido a baixos salários e planos de cargos e salários que quase estagnam por completo nossa remuneração, ao longo da vida funcional.

Além disso, com os planos de afastamento, o decorrer dos anos, e novos concursos, têm-se substituído nos bancos federais, funcionários antigos por um contingente cada vez maior de novos funcionários com menos direitos, algumas vezes, intitulados de genéricos: fazem o mesmo trabalho, em condições mais baratas para o banco, e hoje já correspondem à maioria de funcionários do BB, CEF e BNB.

Cada vez mais os bancos federais se assemelham aos bancos privados. O foco tem sido cada vez mais a venda. O assédio e as rotinas de trabalho extenuantes, o desrespeito institucionalizado à jornada de seis horas e o abuso das metas são características não mais predominantes nos bancos privados. Atingem a todos nós, bancários, seja de Banco Público ou Privado. Sendo tais práticas ainda mais comuns nas cidades do interior de nosso estado.

Há quatro anos, vimos o BEC ser privatizado, depois de muita luta e resistência de seus funcionários e de todos os bancários (as) que se solidarizaram com o movimento. Uma demonstração de que o governo Lula e sua equipe econômica estavam profundamente comprometidos com o receituário neoliberal, não bastasse já o descompromisso do tucanato (PSDB) cearense com a manutenção de um banco público para desenvolvimento de nosso estado.

Sabemos que as incorporações e vendas de bancos também vêm acompanhadas de demissões, perseguições e mais pressões, além de negações de direitos aos trabalhadores (as) bancários (as).

È o que vivemos em todo o país com a fusão Santander/Real e Itaú/Unibanco, por exemplo. Por isso, mais do que nunca, é preciso entender que a luta de qualquer colega nosso é também a nossa luta.

Diante de todo esse quadro de ataque aos nossos direitos por parte dos banqueiros e governos de plantão, é que se faz cada vez mais clara a necessidade de uma direção do Sindicato AUTÕNOMA para defender os nossos direitos.

Não há qualquer problema em que um dirigente sindical ou qualquer bancário tenha e defenda posições partidárias. Todos devemos ser livres para optar ou não por uma militância político-partidária, principalmente por aquelas que tenham vínculo com a defesa e a luta dos trabalhadores (as). No entanto, o partido não pode estar acima nem sobrepor-se ao interesses dos trabalhadores, quaisquer que sejam.

O problema, pois, não está necessariamente no emblema partidário de uma legenda ou outra, mas na postura com que, por exemplo, a coalizão de grupos que hoje dirige nosso Sindicato tem assumido em sua gestão.

Uma direção que hoje está profundamente atrelada aos interesses do governo e muitas vezes leniente com relação aos patrões.

Por isso, DEFENDEMOS um Sindicato AUTÔNOMO com relação aos partidos, patrões e governo.

Um Sindicato DEMOCRÁTICO, que permita que qualquer bancário (a) possa se expressar e defender suas posições, independente de coloração partidária.

Um Sindicato INDEPENDENTE, para que livre de qualquer conchavo com os patrões ou governos, seja capaz de ter altivez, firmeza e independência na defesa de nós, bancários e bancárias, de todos os bancos.

Assim, nossa CHAPA 02, não se propõe a ser uma mera analista ou crítica da realidade, mas como temos feito, ao longo destes anos, ativa nas assembléias, nas campanhas salariais e no dia-a-dia de nossa categoria, como delegados (as) sindicais ou combativos militantes em nossos locais de trabalho.

Infelizmente não temos colegas de bancos privados em nossa chapa. Isso se deve principalmente ao risco de serem demitidos. Comumente tem sido muito difícil conseguir colegas de bancos privados para participarem de chapas de oposição. Diferentemente daqueles que, por já se encontrarem na situação, e com estabilidade, participam das chapas situacionistas.

No entanto, o nosso desejo e mais do que isso, necessidade de mudança, não podem ser barrados por este tipo de situação. Ao contrário, um SINDICATO democrático deve defender a todos (as), independente da composição de sua diretoria.

Agora temos a convicção de que a composição de nossa chapa e os propósitos que defendemos apresentam profunda sintonia com a realidade de todos os bancários e desta forma podemos ser A MELHOR ALTERNATIVA para os próximos três anos de direção do nosso Sindicato.

Resgatar o ânimo daqueles (as) que deixaram o Sindicato, por desconfiança em sua direção. Pois sabemos que uma direção que deixa de representar a sua categoria, é um instrumento de divisão.

Colocar o sindicato na luta por nossos direitos. Que não tema, nem se alie aos patrões.

Capaz de ouvir a todos nós. E de ser um de nós.

O Sindicato deve se parecer com cada bancário e não dele se distanciar como tem ocorrido nos últimos anos. Isso é um Sindicato de Base, que está no nosso dia-a-dia.

Por isso, não nos atemos a críticas. Mas a cada crítica, uma proposta. Pois mais do que oposição, nos apresentamos à categoria como uma ALTERNATIVA CONCRETA daqueles e daquelas que estão dispostos a mudar de vez o nosso sindicato, colocando-o a serviço da nossa luta.

E para isso, sabemos que não faremos nada sozinhos. Da mesma forma, estamos cientes de que somos a possibilidade de unificar a categoria, em torno de lutas que nós vimos por seguidos anos serem abandonados pela atual diretoria, que dividiu nossas assembléias, suspendeu nossas greves com argumentos meramente eleitorais e segue subserviente à CONTRAF/CUT e ao governo.

Queremos inaugurar com todos vocês um NOVO CICLO, de participação, democracia, autonomia e independência de nossa categoria.

Mais do que novos nomes, idéias sinceras, propostas concretas, e a disposição de ser a VOZ DE CADA BANCÁRIO (A).

Sabemos que para isso, podemos contar com todos vocês, nossos colegas, que como nós, damos duro todos os dias nas agências e demais locais de trabalho. Algo distante hoje da atual burocracia sindical. Nosso debate será em cima de idéias e propostas, não caminharemos para a agressão, coação ou desqualificação de ordem pessoal. Também condenamos quem, a propósito de uma pedagogia do medo e do desespero, procure insinuar o acesso de alguns direitos legítimos de todos (as) e conquistas de toda a categoria, à eleição de uma determinada chapa, por meio de ilações ou qualquer outro subterfúgio que não pertença ao debate democrático e plural.

Assuma conosco estas bandeiras:

- contratação de mais bancários

- igualdade dos direitos entre novos e antigos (isonomia)

- reposição das perdas salariais

- respeito ao direito de greve

- respeito à jornada de 6 horas de trabalho

- fim do banco de horas - pagto. de 100% das horas-extra

- combate ao assédio moral e às doenças ocupacionais

- garantia do emprego - não às demissões

- Mesa dos bancos públicos em Campanha Unificada

- fortalecimento dos bancos públicos como agentes de desenvolvimento

- PISO salarial, tendo como referência o DIEESE

- PCS/PCC, capaz de recompor o poder de compra dos bancários (as).

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